O 25 de Abril foi uma necessidade histórica assumida e executada num sobressalto de ousadia e desprendimento; hoje precisamos desse espírito para responder ao desafio que a história nos coloca de forma ainda mais imperativa mas também mais difícil.
27 de Abril de 2009
Dos outros 59
25 de Abril de 2009
24 de Abril de 2009
23 de Abril de 2009
35 anos do 25 de Abril I
Lamento ter que discordar de Armindo Costa, mas na nossa terra a Democracia não funciona em pleno, veja-se o exemplo da Assembleia Municipal em que os famalicenses quase que são impedidos de intervir.
35 anos do 25 de Abril
A propósito da
criação da “Galeria dos Presidentes”, no átrio dos Paços do Concelho, como forma de homenagem e de reconhecimento histórico aos cinco presidentes da Câmara do regime democrático que lideraram a autarquia até hoje,
fico com impressão que se pretende apagar ou esquecer uma importante parte da História do nosso concelho.
Vila Nova de Famalicão não começou no dia 25 de Abril de 1974, antes dessa data, muitos presidentes de Câmara tiveram uma grande importância para o desenvolvimento do nosso concelho, apesar de terem vivido sob o antigo regime. A revolução dos cravos mudou a nossa História, mas não apagou o passado, por muito que isso nos custe ou que isso convenha a alguém.
Destacar estes 5 presidentes de Câmara e ignorar os restantes é injusto para alguns deles que fizeram muito mais pelo concelho que alguns dos que serão homenageados.
Vila Nova de Famalicão não começou no dia 25 de Abril de 1974, antes dessa data, muitos presidentes de Câmara tiveram uma grande importância para o desenvolvimento do nosso concelho, apesar de terem vivido sob o antigo regime. A revolução dos cravos mudou a nossa História, mas não apagou o passado, por muito que isso nos custe ou que isso convenha a alguém.
Destacar estes 5 presidentes de Câmara e ignorar os restantes é injusto para alguns deles que fizeram muito mais pelo concelho que alguns dos que serão homenageados.
22 de Abril de 2009
Esclarecedor
«Primeiro-ministro pôde defender-se no âmbito do caso Freeport, mas não o fez»Moniz avança para tribunal contra Sócrates.
20 de Abril de 2009
De regresso
Os dias passaram e estou de regresso ao "mundo real". As experiências vividas resultaram numa autêntica lição de vida, difícil de materializar em palavras.
11 de Abril de 2009
Dia 2
Apesar do cansaço e das bolhas nos pés, continuo vivo e ninguém desistiu.
O grupo é fantástico, nos pequenas pormenores se manifestam as pessoas. Amanhã temos mais quilómetros para percorrer.
O grupo é fantástico, nos pequenas pormenores se manifestam as pessoas. Amanhã temos mais quilómetros para percorrer.
9 de Abril de 2009
Modo peregrinação
Nos próximos dias, este blog será muito pouco actualizado.
Durante alguns dias estarei algures na estrada, enfrentando um desafio diferente para ser capaz de aceitar desafios maiores. É um desafio pessoal e também familiar, uma ruptura com as rotinas.
Será uma nova experiência de entre-ajuda e partilha, onde espero dar muito mais do que espero receber. Mas acredito que voltarei muito mais rico, mais capaz.
Durante alguns dias estarei algures na estrada, enfrentando um desafio diferente para ser capaz de aceitar desafios maiores. É um desafio pessoal e também familiar, uma ruptura com as rotinas.
Será uma nova experiência de entre-ajuda e partilha, onde espero dar muito mais do que espero receber. Mas acredito que voltarei muito mais rico, mais capaz.
5 de Abril de 2009
Para pensar 62
"A vida é uma pedra de amolar: desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos."
(George Bernard Shaw)
(George Bernard Shaw)
4 de Abril de 2009
Está em causa o Estado de Direito.
O Bloco de Esquerda apresenta a resposta ao requerimento apresentado a propósito do arquivamento da investigação ao possível enriquecimento ilícito de Mesquita Machado. Nessa resposta, "ficou a saber-se que o procurador pediu à IGF, em 2003, a nomeação de uma brigada para em colaboração com a PJ se deslocar à Câmara de Braga para investigar e identificar "eventuais ilícitos".
Só que: "A resposta da IGF foi negativa por "escassez de recursos humanos" e por "necessidade de assegurar o cumprimento do seu Plano de Actividades anual, superiormente aprovado".
Será que os portugueses podem confiar na Justiça que temos?
Só que: "A resposta da IGF foi negativa por "escassez de recursos humanos" e por "necessidade de assegurar o cumprimento do seu Plano de Actividades anual, superiormente aprovado".
Será que os portugueses podem confiar na Justiça que temos?
3 de Abril de 2009
Petição pela destituição 1
A petição teve consequência: Domingos Névoa anuncia que irá renunciar à presidência da Braval.
Dos outros 58
"O Estado faz lá ideia de quanto gasta com as suas análises, muito menos quanto custam as que paga aos privados!"Mário de Sá Peliteiro, (Impressões de um Boticário de Província)
2 de Abril de 2009
Petição pela destituição
Em poucas horas, a petição pela Destituição de Domingos Névoa da presidência da Braval conta já com centenas de assinaturas e do apoio de muitas individualidades. Esta iniciativa do Bloco de Esquerda de Braga pretende mobilizar a população contra este atentado à transparência e à luta contra a corrupção.
Assinar esta petição é um acto de cidadania para que a população demonstre a sua indignação e para que o crime não compense.
Assinar esta petição é um acto de cidadania para que a população demonstre a sua indignação e para que o crime não compense.
1 de Abril de 2009
Democracia directa.
José Maria Martins escreveu no seu blog um texto onde expressa com grande clareza as suas convicções sobre o actual estado do nosso país. Com a sua peculiar forma de se expressar, tem algumas afirmações que merecem destaque:
"José Sócrates tem vindo a destruir paulatinamente as potencialidades de Portugal, e a remeter o País para o fundo da tabela dos índices de desenvolvimento."Mais adiante:
"O PS tem de ser escorraçado do Poder."Sem dúvida que este texto merece uma profunda reflexão e que neste ano de muitas decisões, os portugueses sejam capazes de manifestar a sua capacidade de mudar o actual estado da nossa democracia.
"acabar com a figura do Presidente da Repúbica, que gasta rios de dinheiro aos portugueses mas para nada serve."
"Portugueses,meus concidadãos, o nosso sistema é obsoleto, incapaz."
Maré Alta de 01/04/2009
Políticos ou gestores
Vi recentemente num blog sugerirem que se chamassem gestores com provas dadas nas suas empresas para gerirem os destinos das autarquias.
Esta é uma questão que merece alguma reflexão. Em primeiro lugar é preciso ter em conta que no actual sistema democrático, esses gestores devem integrar as candidaturas dos partidos ou independentes, de forma a terem a legitimidade para representar as populações. Depois, a natureza e o objectivo das instituições são muito diferentes, enquanto uma empresa tem como objectivo primeiro e único a obtenção de lucro, as autarquias devem prestar os serviços públicos a toda a população e proporcionar um desenvolvimento sustentado, gerindo de forma equilibrada os diversos recursos de que dispõe. Este aspecto é extremamente importante porque algumas boas práticas empresariais podem ser ineficazes ou até negativas para a gestão autárquica.
Outro factor a ter em conta é a diferença entre o perfil do gestor e o do autarca. É sabido que muitos gestores conseguem maximizar os lucros das suas empresas à custa de constantes pressões sobre os seus fornecedores, da utilização de mão-de-obra barata e de uma grande insensibilidade humana e social. A utilização destes métodos de gestão aplicados à causa pública teria terríveis consequências, quer para quem trabalha nas instituições públicas como para toda a população.
Por outro lado, a gestão das autarquias exige uma ampla visão de todas as componentes da sociedade em que é preciso gerir vontades e promover a iniciativa de outros organismos e instituições em que o objectivo não é a obtenção do lucro ou benefícios materiais, mas sim de valores não quantificáveis como a educação, a cultura, o desporto, a integração social, a solidariedade social, etc...
O facto de alguém ser bom gestor, bom professor, bom arquitecto, bom dentista ou bom operário, não significa necessariamente que seja bom autarca. Isto não significa que um bom gestor de uma empresa não possa ser também um bom político e um bom autarca, pelo contrário. O importante é que seja capaz de distinguir e assimilar as características e o âmbito de cada uma das funções.
Para podermos ter uma ideia dos riscos de uma visão empresarial nos serviços públicos, basta vermos o exemplo da privatização das empresas fornecedoras de energia. O Estado abdicou da sua função social e o resultado é o brutal aumento do preço dos produtos ao mesmo tempo que essas empresas obtêm fabulosos lucros que vergonhosamente enriquecem meia dúzia de capitalistas enquanto todos os portugueses são explorados diariamente.
Este tipo de gestão do Estado, em que as entidades reguladoras são incapazes de impedir os monopólios e a cartelização de preços faz com que o próprio Estado tenha obtido maior receita em impostos resultante do aumento dos preços. Isto acaba por ser o contrário daquilo que deveria ser a função do Estado, desde o Governo às Autarquias, precisamente por ser usada uma gestão empresarial e tecnocrática.
Esta é uma questão que merece alguma reflexão. Em primeiro lugar é preciso ter em conta que no actual sistema democrático, esses gestores devem integrar as candidaturas dos partidos ou independentes, de forma a terem a legitimidade para representar as populações. Depois, a natureza e o objectivo das instituições são muito diferentes, enquanto uma empresa tem como objectivo primeiro e único a obtenção de lucro, as autarquias devem prestar os serviços públicos a toda a população e proporcionar um desenvolvimento sustentado, gerindo de forma equilibrada os diversos recursos de que dispõe. Este aspecto é extremamente importante porque algumas boas práticas empresariais podem ser ineficazes ou até negativas para a gestão autárquica.
Outro factor a ter em conta é a diferença entre o perfil do gestor e o do autarca. É sabido que muitos gestores conseguem maximizar os lucros das suas empresas à custa de constantes pressões sobre os seus fornecedores, da utilização de mão-de-obra barata e de uma grande insensibilidade humana e social. A utilização destes métodos de gestão aplicados à causa pública teria terríveis consequências, quer para quem trabalha nas instituições públicas como para toda a população.
Por outro lado, a gestão das autarquias exige uma ampla visão de todas as componentes da sociedade em que é preciso gerir vontades e promover a iniciativa de outros organismos e instituições em que o objectivo não é a obtenção do lucro ou benefícios materiais, mas sim de valores não quantificáveis como a educação, a cultura, o desporto, a integração social, a solidariedade social, etc...
O facto de alguém ser bom gestor, bom professor, bom arquitecto, bom dentista ou bom operário, não significa necessariamente que seja bom autarca. Isto não significa que um bom gestor de uma empresa não possa ser também um bom político e um bom autarca, pelo contrário. O importante é que seja capaz de distinguir e assimilar as características e o âmbito de cada uma das funções.
Para podermos ter uma ideia dos riscos de uma visão empresarial nos serviços públicos, basta vermos o exemplo da privatização das empresas fornecedoras de energia. O Estado abdicou da sua função social e o resultado é o brutal aumento do preço dos produtos ao mesmo tempo que essas empresas obtêm fabulosos lucros que vergonhosamente enriquecem meia dúzia de capitalistas enquanto todos os portugueses são explorados diariamente.
Este tipo de gestão do Estado, em que as entidades reguladoras são incapazes de impedir os monopólios e a cartelização de preços faz com que o próprio Estado tenha obtido maior receita em impostos resultante do aumento dos preços. Isto acaba por ser o contrário daquilo que deveria ser a função do Estado, desde o Governo às Autarquias, precisamente por ser usada uma gestão empresarial e tecnocrática.
Crónica publicada no Jornal Opinião Pública em 01/04/2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)
